08 janeiro 2009
Hiper
Estava num hipermercado da zona sul de Porto Alegre quando iniciou uma confusão. Um menino de colo assustado, sua mãe e a avó todos negros protestavam contra a segurança do estabelecimento. Contaram que a criança havia batido com um pé no carrinho de uma outra senhora. A vó pediu desculpas e a mulher disse, entre fúria e riso, que a criança já estava aprendendo a fazer o que os negros fazem: “cagando na entrada ou na saída”. Fez outras várias referências racistas. As mulheres tentaram conte-la e chamar a segurança, mas os acusaram de ter retirado a agressora do prédio. Prometiam protestar na justiça. Como não testemunhei, conto aqui a história que se repete a cada dia em qualquer lugar. Pensemos sobre isso.
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