02 setembro 2008

Uma questão

O título deste post é bastante indicativo. Atualmente, uma questão me provoca. A discussão é urgente e precisa ser travada por quem realmente está engajado no processo de transformar o lugar social e histórico do negro. Muitos pesquisadores generalistas, das ciências humanas e sociais, estão migrando para os estudos sobre o negro. Explico. Em sua maioria institucionalizados, dedicaram anos de suas vidas aos temas mais variados. Sempre os que estiveram na "moda". Nunca se preocuparam em pensar a situação do negro no Brasil. Hoje, o tema rende investimentos, recursos para pesquisa e projeção. A migração é notória. Todo mundo está a pesquisar a questão negra. Lembro que em 2004, quando entrei no mestrado para trabalhar com história contemporânea do negro, fiquei um ano sem orientador. Ninguém se dedicava ao tema, ou queria abraçá-lo. O pior de tudo, nesta corrida por onde está o dinheiro, é que os de sempre não abrem espaços para os que sempre (a redundância é provocativa) pesquisaram sobre o tema. Para os negros, isso não é moda. Continua sendo uma questão política.

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